Tipos de invalidez cobertos pelo seguro de vida
Invalidez Permanente Total por Acidente (IPTA): A cobertura mais básica, presente em quase todos os seguros. Cobre perda total e permanente da capacidade de trabalho decorrente de acidente. Paga 100% do capital segurado.
Invalidez Permanente Total por Doença (IPTD): Cobertura adicional (nem sempre incluída no plano básico). Cobre incapacidade total causada por doença — AVC com sequelas graves, esclerose múltipla avançada, câncer com sequelas permanentes. Fundamental — a maioria das invalidez no Brasil é por doença, não acidente.
Invalidez Permanente Parcial por Acidente (IPPA): Paga proporcionalmente à gravidade da perda funcional. A SUSEP estabelece uma tabela padrão: perda de um dedo = X% do capital, perda de um membro = Y%, perda de visão de um olho = Z%. Consulte a tabela específica da sua apólice.
Invalidez Laborativa Definitiva (ILD): Produto mais moderno — cobre a incapacidade para exercer sua profissão específica, mesmo que você possa fazer outra coisa. Um cirurgião que perde um dedo pode ser indenizado pela ILD mesmo que possa trabalhar como clínico geral.
O que é necessário para acionar a cobertura
Para acionar a cobertura de invalidez, o segurado precisa comprovar:
1. Diagnóstico médico: Laudo de especialista documentando a condição com CID (Classificação Internacional de Doenças) e grau de limitação funcional.
2. Caráter permanente: A invalidez deve ser permanente — não pode ser recuperável com tratamento. Algumas seguradoras exigem aguardar o fim do período de reabilitação antes de pagar.
3. Avaliação da seguradora: A seguradora pode solicitar exame por perito próprio — você tem o direito de indicar seu próprio perito se discordar do laudo da seguradora.
Prazo: Seguradoras têm 30 dias para analisar a documentação completa e 30 dias adicionais para efetuar o pagamento após aprovação.
Documentos típicos: Laudos médicos + exames que comprovam o diagnóstico, laudo do INSS se já aprovado auxílio (reforça a comprovação), documentos pessoais e número da apólice.
O problema do "inválido funcional" e a ILD
A cobertura de invalidez padrão tem uma limitação importante: ela paga pelo que você "perdeu" fisicamente (membro, visão, audição), não pelo impacto na sua capacidade de ganhar renda específica.
Exemplo: Pianista profissional com amputação do dedo mínimo. Pela tabela de invalidez parcial por acidente, a perda representa talvez 5–8% do capital segurado. Mas para o pianista, significa o fim da carreira.
A Invalidez Laborativa Definitiva (ILD) resolve isso: ela é acionada quando você não pode mais exercer sua profissão habitual, independentemente de poder fazer outra coisa. Para profissionais com profissões altamente especializadas (médicos, músicos, atletas, pilotos), a ILD é um adicional valioso.
Verifique se sua apólice inclui ILD ou apenas IPTA/IPTD — a diferença pode ser enorme na prática.